segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mon chez moi.

Já faz vinte dias que estou de volta à minha casa e desde que cheguei venho pensando que precisava dar um final a este blog, não podia simplesmente abandoná-lo. Não sei se foi falta de inspiração ou se não estava preparada pra fechar mais esse ciclo da minha vida, mas todas as vezes que sentei em frente ao computador com esse objetivo, acabei desistindo antes mesmo de começar.

Hoje não, hoje vou fazê-lo até o fim... O fim - exatamente a palavra que devia tematizar esse post, mas como eu sou do tipo que vê o copo meio cheio, prefiro usar a palavra recomeço. E é verdade, tudo que acaba traz uma nova oportunidade de vida com a vantagem de ter ainda mais experiência e coomprensão de si mesmo na bagagem pra ir em frente.

Queria fazer um balanço desse ano, de tudo que vivenciei e de tudo que mudou pra mim. Queria, por exemplo, dizer que nesse um ano de França pude rir até a barriga doer e chorar até sentir as lágrimas acabarem. Que esquentei o coração com e-mails e ligações recebidas às vezes de surpresa, às vezes no meio da noite. Que aprendi muito sobre o amor e sobre a falta dele. Que depois de 20 dias de albergue, um banho quente no seu chuveiro faz toda a diferença. Que milhares de vezes me peguei rindo sozinha em público de algo que lembrei e só fazia sentido pra mim. Que vi e vivi a neve, o sol, a chuva, o frio e o calor de uma maneira totalmente diferente. Que andei tantos quilômetros que talvez pudesse ter voltado pra casa apé, se não fosse o oceano que nos separava. Que me apaixonei e fui correspendida, não só por um alguém, mas por tantas coisas e lugares. Podia dizer tantas coisas mais, mas esse post acabaria se tornando um livro, e isso - bom, isso é outra ideia!

Voltei com o coração cheio, mas não completo... sabem como é, sempre tem lugar pra mais alguém ou mais alguma coisa. Trouxe muita gente querida na bagagem e deixei várias promessas de reencontro (que pretendo cumprir muito em breve). Fiz amigos, fiz uma nova família e só isso já é suficiente pra saber que tudo valeu muito à pena.

Não lembro se disse isso aqui antes, mas acho que a maior lição que esse ano me deu é aquilo que aprendi sobre o conceito de lar. Lar não é a casa onde moramos, a cidade em que nascemos ou o quarto em crescemos. Lar é, na verdade, o lugar onde seu coração está. E o meu está onde estão minha família, meus amigos amados, meus costumes de vida - está aqui, bem pertinho de vocês.

O ano acabou mas os frutos que plantei nesse tempo, estão começando a amadurecer a fim de serem colhidos e eu não vejo a hora de saborear cada um deles. Não posso também deixar de agradecer a cada um de vocês que me fizeram companhia não só nesse blog, mas em todos meus passos. Todos os comentários, leituras e incentivos foram de extrema importância para mim - Obrigada.

Não quero finalizar dizendo tchau, mesmo porque o momento está muito mais para um oi. Então deixo pra vocês algo que me deram esse tempo todo: uma motivação.
"Tudo dará certo, e tudo dará certo, e todo o tipo de coisa dará certo."
Juliana de Norwich


Prometo que só basta acreditar!
Gros gros bisous,

Estelá.


segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Voltando pra casa!

Esse post está sendo escrito diretamente da sala de embarque do aeroporto de Paris! Minhas malas já estão "embarcadas" e minhas próximas horas são destinadas a aviões e esperas! É inacreditável que em algumas horas eu estarei de volta ao meu Brasil tão querido e, melhor ainda, às pessoas que eu amo!

Os últimos dias aqui foram incríveis, muita coisa acontecendo, muito tchau pra destribuir. Quinta foi dia de volta às aulas, e quando a Jeanne entrou pra escola das grandes, como se fosse uma primeira série pra nós. Vê-la entrando pra aula sozinha, com aquela mochilona nas costas e sem medo nenhum, me deixou tão orgulhosa e emocionada que parecia que ela era minha!!!
À noite, com a presença da nova au pair que veio me substituir, fiz um bom jantar pra família, e passamos um momento muito gostoso juntos.

Sexta, além de trabalhar recebi a visita de um amigo querido que veio prestigiar meu última fim de semana de França. No sábado, estava rolando a Braderie em Lille, uma feira enorme onde as pessoas vendem de tudo por preço de banana, que ocupa a cidade toda - torno de 10 mil stands de tudo que se possa imaginar. Nessa festa também é tradicional comer Moules et Frites, um prato típico do norte da França - mexilhões com batata frita. Todos os restaurantes jogam todas as conchinhas do mexilhão ao lado de sua porta e fazem uma competição de quem tem a maior montanha de conchas!!

Domingo, almoço de despedida com a família Sagot e jantar de despedida com o Alex (o amigo citado ali em cima!). Um monte de emoções e sentimentos misturados, tudo muito louco.

Hoje, ainda deu tempo de finalizar as malas, me despedir da casa, almoçar com as crianças pela última vez e vir pro aeroporto. Me despedir da Jeanne foi bem complicado. Ela ficou muito emotiva, chorou.. eu prometi que nos veríamos sempre por Skype e que eu voltaria pra vê-la assim que eu puder. Só me deixei chorar quando já estava longe dela, pra não dificultar mais.

A maman me trouxe pro aeroporto, fizemos check in, tomamos um café e lá se foi mais uma despedida difícil - nos tornamos bem amigas durante o ano e ela vê melhor do que ninguém todo o amor e cumplicidade que eu e os filhos dela criamos nesse ano.

Agora falta pouco. Alguns minutos pro embarque começar e outros mais por avião partir.
Em pouco tempo, vou abrir os olhos e encontrar muitos dos amores que tenho e que estão há tanto tempo esperando por um abraço!

À demain mes chéres!

domingo, 29 de agosto de 2010

Quem tá pronto pro fim põe o dedo aqui, que já vai fechar!

"Hoje completo minha primeira semana aqui!! Quase nem vi o tempo passar.. se for assim com o ano todo, vai acabar mesmo antes que eu perceba!!"

Foi exatamente assim que eu comecei meu post do dia 17 de setembro de 2009, há quase um ano. Eu não sabia muito bem, mas estava certa - o meu ano na França passaria num piscar de olhos. E hoje vivo o contrário - estou a uma semana da minha partida e o tempo parece não passar.

Os preparativos já começaram. Na quarta feira, dia 01 de setembro, a Olga, nova au pair da casa, está chegando por aqui e então, além do meu trabalho e de um pouco do que eu aprendi sobre as crianças, deixarei pra ela aquele que foi meu quarto neste último ano. Assim, aproveitei o fim de semana pra colocar tudo em ordem e começar a arrumação das malas. Além de toda a melancolia que acompanhou o momento, foi bem difícil saber por onde começar, mas com um pouco de coragem e muito trabalho uma delas já está pronta e fechada e a outra só esperando as coisas que eu ainda pretendo usar nessa semana.

Com a chegada da Olga, eu passarei a dormir no escritório onde tem um sofá cama e tudo mais que eu preciso pros últimos dias, mas não tem espaço suficiente pra tudo que eu trouxe e juntei no ano, então decidi deixar as coisas o mais organizadas possível.

Muita gente tem me perguntado qual a sensação de estar a tão pouco do fim e do recomeço. É engraçado pois é numa situação como essa que a gente vê quantos sentimentos o ser humano pode ter dentro de si ao mesmo tempo. Eu estou extremamente feliz e satisfeita com o que vivi e com a idéia de voltar pra perto da minha família e amigos. Ao mesmo tempo eu estou abalada com o fato de deixar essa família tão querida da qual eu me sinto parte e voltar pra uma vida diferente da que eu deixei no Brasil, sem saber o que será dela! Me sinto aliviada de deixar pra trás a responsabilidade e o trabalho com as crianças e cheia de ciúmes pela chegada da minha substituta e por tudo que ela vai viver com eles e eu não. Mesmo com problemas e preocupações, eu amo ainda mais minha vida, e todos os dias acordo agradecendo por ser quem eu sou e ter quem eu tenho. Tem também uma pontinha de "love in the air" que veio acompanhada de uma pitada de desapego, deixando tudo mais fácil !! Eu poderia tentar, mas seria impossível resumir tudo isso numa única palavra ou mesmo numa frase. Só de reler o que escrevi, me parece que esqueci um monte de coisas. Imagino como tudo isso estará misturado dentro de mim na véspera da minha partida!

O legal mesmo é que eu estou muito em paz. Sinto que estou preparada pra tudo, pra agarrar a vida nova com unhas e dentes e pra lutar todos os dias pra continuar me sentindo assim.

Se preparem porque eu não vejo a hora de estar no meio de vocês, contar um monte de histórias e falar e ouvir português o dia inteiro!!!

Beijo bem grande e ótima semana pra todo mundo!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Lens x Mônaco

Desde que eu cheguei aqui que digo ao papa que gostaria muito de ir a um jogo de futebol francês. Nunca conseguíamos conciliar nossos fins de semana livres com bons jogos perto de casa, mas antes de eu ir viajar, pesquisamos na internet e marcamos que no meu primeiro sábado aqui após a viagem, e antepenúltimo antes de voltar pro Brasil, nós finalmente faríamos isso. E fizemos!

Fomos eu, ele e o Julien. O jogo foi em Lens, uma cidade a uns 20 minutos daqui, em que o time da casa jogava contra Mônaco.

Chegamos pouco mais de uma hora antes da partida, estacionamos a mais ou menos um quilômetro do estádio e caminhamos até lá. No caminho, gente de todas idades, homens, mulheres e crianças, seguiam a mesma direção, todos vestidos em vermelho e amarelo, que pra eles significa Sang et Or = sangue e ouro.

Nos instalamos no estádio, que me pareceu muito menor e mais quadrado do que os que eu já fui aí no Brasil. Nosso lugar era muito bom, uma arquibancada coberta com vista privilegiada. Bem abaixo de nós a torcida organizada, que é organizada de verdade! São uns músicos, uma galera fanática pelo time e dois ou três caras sem camisa montados num "palanque" puxando as músicas e fazendo a galera gritar, inclusive um deles tinha o símbolo do time tatuado no peito, bem em cima do coração.

Éramos torno de 29 mil torcedores do Lens, contra 150 do Mônaco.


O jogo começou animado. Torcida cantando, bola rolando e não demorou pra sair o primeiro gol - do Mônaco! O Lens se entregou numa bandeija depois disso. Logo o Mônaco marcou mais um e nessa, nossa equipe já quase nem corria mais em campo. Tentava, tentava, mas era só bola fora ou na mão do goleiro. Fim do primeiro tempo, Mônaco 2, Lens 0.

Lens é uma cidade onde há alguns anos só existiam trabalhadores de minas de carvão e eles tem um orgulho louco disso. Então, enquanto a equipe entrava em campo pro segundo tempo, conforme a tradição, toda a torcida em pé, segurando suas bandeiras e lenços do time nas mãos, cantava o hino dos mineiros. Super emocionante, até arrepiei.

Apitado o início do segundo tempo, o time podia jogar só em amarelo, porque eu não via ninguém dar o sangue em campo. Eu já estava ficando entediada, quando, faltando quinze minutos pro jogo acabar, um jogador começou a se destacar. Driblou todo mundo, correu, chutou e GOOOOOL pro Lens! No telão, a foto do cara, e o comentador que no microfone fala: O nome dele ééé Dos SantÔs, AdrianÔ! Huuumm.. pergunto pro papa "Esse nome..ele é brasileiro?!" Era óbvio que sim. O Pierre e o Julien me olharam com aquela cara de "agora aguenta"! Mas eu sabia que aquela garra toda pra marcar o gol não viria de um francês! Sem preconceitos - eles são ótimos pra lançar maquiagens e produtos de beleza, mas, cara, bola é coisa nossa!

O Dos Santos acabou dando uma alegrada no time e na torcida que voltou a apoiar a equipe com toda a força. O vermelho do sangue finalmente entrou em campo. Marcaram um segundo gol e lutaram por um terceiro até o fim, mas não foi dessa vez. Era dia de empate!

Quando o jogo acabou, continuamos a tradição nortista dos jogos de futebol. Fomos a uma barraca de fritas dentro do estádio, onde compramos três sanduíches de fricandelle com fritas. Fricandelle é um linguiça que ninguém sabe do que é feita, mas todo mundo come. Ela vem dentro de um pão da semana passada, cobertos de muita batata frita e uma colherada enorme de maionese. Puro óleo. Mas como eu sou light, eu deixei o pão de lado e comi o resto. Sabem como pão engorda, né!?

Voltamos pra casa todos contentes com nossa soirée. Comentando o jogo e como era uma pena que não teríamos tempo de repetir a dose. Aproveitei pra convidá-los pra retribuir a noite, com um jogo no Palestra - aí sim!

Passei a noite tomando muita água, mas sobrevivi perfeitamente ao meu primeiro jogo francês e à minha primeira fricandelle!

domingo, 22 de agosto de 2010

Au revoir ma Belle

Para o meu útlimo dia de viagem, terça-feira, dia 17/08, eu planejei uma passada especial por Paris. Além de alguns negócios que eu tinha pra resolver por lá (sim, são compras - quem eu estou querendo enganar?!), eu também não podia voltar para o Brasil sem antes fazer duas coisas: conhecer o Louvre e me despedir de uma grande amiga.

Cheguei lá e fui direto ao Museu, o frio e uma chuvinha fina e incessante me esperavam. E eles não eram os únicos. Na frente do Louvre havia uma baguncinha de gente, não a normal que faz fila pra passar pela segurança ou para tirar fotos com a pirâmide, algo de diferente. Caminhei até eles e vi que rolava uma certa revolta. Os seguranças tentavam acalmar as pessoas em inglês, em espanhol, apontando uma placa:
Eh bah oui... O Museu do Louvre não abre às terças-feiras!!! Eu tentei Mona, mas nosso encontro vai ter que ficar pra uma próxima.

Parti então pras minhas comprinhas, que também não tiveram muito sucesso, já que muitas das lojas que eu tentei ir, estavam fechadas para férias. Taí um costume que eles têm e eu não me acostumo. Em férias de verão, os comércios fecham durante um mês para que todo mundo possa viajar, e quem viaja até lá pra comprar, volta pra casa de mãos abanando!!

Foi então que eu fui ao encontro da minha amiga, que já estava me esperando. Cheguei, me sentei em frente à ela e antes mesmo que começassemos a nos despedir, eu já estava chorando. Não sabia se era de emoção, de tristeza, de saudade, de paz, de alegria. As lágrimas iam simplesmente correndo dos meus olhos sem nem pedir licença pra sair.

Eu disse à ela o quanto eu era grata por esse ano, essa experiência, essa viagem final. Por como ela me convidou a vir ao país dela e sempre me ajudou a me sentir tão bem aqui. Ela estava quieta, mas dava pra ver que ela queria que eu ficasse um pouco mais. Expliquei o quanto tudo isso foi essencial pra mim, mas como é ainda mais importante que eu volte para minha família, pros meus amigos e pra minha vida real, e ela entendeu.

Nós rimos lembrando dos bons momentos, choramos pensando nos difíceis e rimos de novo por termos vencido e vivido cada um deles. Ela me prometeu me acompanhar e dar forças por onde eu for e eu prometi voltar pra vê-la em breve. Entre lembranças e promessas, quase três horas se passaram sem que eu percebesse. Era hora de ir e deixá-la ali fazendo o que ela faz de melhor: alegrar a vida das outras pessoas.

Antes de partir, resolvi tirar uma última foto nossa, que eu divido com vocês:

Depois disso, pronta pra voltar à Lesquin, encarar as três últimas semanas de trabalho com as crianças e, num piscar de olhos, voltar pro meu lar doce lar, peguei meu trem à Lille. Lá, o Pierre e as crianças me esperavam na estação. Ganhei um abraço tão gostoso dos pequenos que já comecei a me lembrar da sensação maravilhosa que é o "chegar em casa".

Passamos um tempão juntos, brindando às férias, dividindo histórias de viagens e entendendo que nossa vivência está chegando ao fim!

Mais tarde, depois de 17 noites mal dormidas, eu finalmente encontrei minha cama. Deitei minha cabeça no travesseiro e me dei conta do que toda essa viagem representou pra mim. Como foram maravilhosos todos os encontros e reencontros com pessoas e lugares. Cada pedacinho de coisa e de gente que veio comigo e que espero ter deixado de mim também pelas minhas andanças por aí. Entendi que no final, o que importa de verdade numa viagem como essa, é aquilo que cada um ou cada lugar faz por você e o que você pode fazer em troca.

Eu voltei pronta. Pronta pro que der e vier!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Madrid, Dublin e Berlim

Tomando a decisão de escrever de uma vez só sobre essas três cidades, talvez eu não dê o valor merecido a cada uma delas. Mas a real é que se eu continuar escrevendo uma por uma, o que cada cidade dessa viagem representou pra mim, eu vou terminar esses posts só quando já estiver aí no Brasil!!! E com isso, perder os relatos dos momentos únicos que estou vivendo nessa reta final. Por isso, peço que aceitem meus resuminhos com amor e eu prometo fazer maiores esclarecimentos pessoalmente, quando estiver por aí!

MADRID


Chegar na grande e cinza cidade de Madrid depois de 10 dias de lindas praias, sombra e água fresca, foi um tanto quanto chocante. Eu visitei todos os monumentos, praças e avenidas que me foram aconselhados. Passei na frente dos museus, igrejas e alguns parques e todos eles me revoltaram por seus preços de entrada. Os únicos lugares em que eu realmente passei um tempo de qualidade foi no Parque del Retiro e no meu albergue!!!
O albergue porque eu dei a grande chance de pagar por um quarto de seis, e ganhar um individual, com banheiro e tudo! Então aproveitei pra descansar, tomar banhos demorados, rearrumar minha mochila que estava uma bagunça... E o parque é um lugar super gostoso e bonito.
Mas como tudo dá voltas, na última noite, achando definitivamente que eu iria embora sem gostar de Madrid, eu fiz um amigo! Um inglês simpático que resolveu mudar minha imagem sobre a cidade me mostrando o que dizem que Madrid tem de melhor: as festas!
Realmente nos divertimos um monte e no dia seguinte eu deixei a cidade e o amigo quase com dor no coração... mas Dublin e outros amigos me esperavam...

DUBLIN

Cheguei em Dublin quase às 21h, onde o Dudu, um outro amigo de longa data, me esperava no aeroporto. Fazia mais ou menos uns quatro anos que não nos víamos. E esses reencontros assim são bons demais, fazem bem pra alma!
Na casa dele, onde ele mora com mais oito pessoas que também estavam recebendo visitas, uma festa já estava preparada. Quase todos os moradores são gaúchos, tudo gente boa!
Já me diverti um monte, logo de cara! Ainda na mesma noite, saímos pra provar o que os Irlandeses fazem de melhor: a Guinness!!
Dia seguinte, com o guia preparado por um outro amigo que já morou por lá (o Cocuguinho), eu saí pro meu turismo, enquanto o Du trabalhava e o resto do pessoal ainda dormia! Além de ir até Malahide, uma cidadezinha próxima, andei Dublin de cabo a rabo, pra ver o máximo possível. E a cidade me surpreendeu. É bem mais bonita do que eu imaginava!
A noite, mais festa e menos Guinness! Coisa que eu deixei pro dia seguinte, quando fui visitar a fábrica onde ela é feita há anos. O lugar é animal, gigante, impressionante! E eu ainda pude aprender a servir uma Guinness com perfeição e tomá-la pra ter certeza que tinha feito direitinho! Saí de lá com certificado e tudo!!
Pra não perder o costume, a noite teve festa de despedida!!! Da qual eu cheguei às 3:30h, troquei de roupa, peguei minha mochila e já saí de taxi rumo ao aeroporto!

BERLIM

Nem preciso dizer que nem vi o vôo e cheguei em Berlim ainda cambaleando! Estava no albergue por volta das 11 da manhã, louca pra deitar numa cama e dormir. Mas é claro que meu quarto não seria liberado antes das 14h.
Juntei todas as forças que me restavam e saí apé pela cidade. Andei, andei, andei mas o sono não passava. Fiz todo o esforço que pude, mas não deu. Acabei voltando pro albergue por volta das 13h, achei um sofázinho e lá fiquei até poder ir pro meu quarto. Às 14:05h eu já estava na minha caminha!!! Descansei até umas 16h, tomei uma ducha e saí com a força toda.
E quem estava lá do lado de fora me esperando!? A chuva!
Decidi que eu e Berlim só nos entederíamos direito no dia seguinte. Então, depois de uma boa noite de sono, acordei cedo e fui fazer o tour da cidade oferecido pelo albergue. Ele podia ser feito em inglês ou espanhol. Eu tinha escolhido inglês, mas por muita sorte, encontrei mais alguns brasileiros e juntos nós descobrimos que uma das guias também era brazuca!
Ela se propôs a nos guiar em português e nos mostrou todos os principais cantos históricos da cidade, explicando cada coisinha, todos os fatos.. Eu aprendi com ela coisa que não aprendi em todos meus anos de colégio!! Foi legal demais!
Depois do tour, ainda deu tempo de conhecer outras coisas que queria. Só perdi a chance de ir num campo de concentração porque eles não abrem às segundas-feiras.
Mas foi outra cidade que me surpreendeu um monte e que eu ADOREI conhecer e entender melhor!

Terça cedinho, depois de 5 mudanças no horário do meu vôo pra Paris, eu finalmente comecei meu percurso de volta.
Mas chega por hoje, né! Essa parte da viagem fica pra um próximo post!

Beijos a todos!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Alicante e Elche

Taí um dos pontos mais fortes da minha viagem: Alicante e Elche. Duas cidades bonitas, aconchegantes e cheias de coisas pra mostrar. E obviamente que não quero desmerecê-las, mas o mais importante dos 3 dias vividos entre as duas, foi, na verdade, a companhia. Foi lá que fui recebida por um amigo querido dos tempos de Emdoc, o Fellipe, e seu marido, que até então eu não conhecia, o Léo.

Cheguei em Alicante de trem por volta do meio-dia. Fiquei procurando a carequinha do Fê na bagunça da estação, mas ele me enganou usando uma boininha!!! Uma vez juntos e abraçados, começamos nossa caminhada. Ele me mostrou um pouco de Alicante sob um sol e calor escaldantes e logo sentamos num bar de tapas, frente ao porto, pra tomar uma cervejinha, beliscar as tapas e botar todo o papo em dia. Não demorou pra que o Léo viesse se juntar a nós.

Mesmo sob o efeito da cerveja e do calor, voltamos ao turismo com a força toda. Subimos um morro que ele vai me matar se souber que eu esqueci o nome, mas que é lindo demais e de cima dele, temos uma visão privilegiada do Mediterrâneo e da cidade de Alicante.

De lá, partimos à Elche, onde eles moram. Foi em casa que eu vi o quanto seria mimada dali pra frente: casa, comidinha caseira e brasileira, banho quentinho e demorado e roupa lavada!!! Além de muita atenção e carinho! Depois de um jantar extremamente bom, seguimos pra noite de Elche. Primeiro uma festa na praia, num lugar muito bonito e depois mais balada, também na praia, em um lugar legal pra caramba. E o comentário pode parecer bem caipira, mas parecia coisa de filme!!!

Domingão, dia de praia. E que maravilha de praia, de sol, de mar e de companhia. No fim da tarde, depois de alimentados e banhados, eu e o Fê fizemos um tour pela cidadezinha de Elche entre suas milhões de palmeiras reais e sua gente simpática.

Descansamos um pouco, saímos pra jantar num kebab muito chique, e nesse meio tempo nos divertimos descobrindo o início da semana de festas municipais. Toda a cidade reunida pras
comemorações, um negócio sem explicação. Dava até arrepio em estar ali no meio daquele orgulho dos habitantes.

Segunda, já era hora de se despedir. Foi com o coração apertado que deixei o Fê na estação e subi no trem que me levaria a Madrid. E ao mesmo tempo, ficamos os dois de coração renovado, por termos curtido um momento tão sincero e cheio de paz e alegria...