Hoje não, hoje vou fazê-lo até o fim... O fim - exatamente a palavra que devia tematizar esse post, mas como eu sou do tipo que vê o copo meio cheio, prefiro usar a palavra recomeço. E é verdade, tudo que acaba traz uma nova oportunidade de vida com a vantagem de ter ainda mais experiência e coomprensão de si mesmo na bagagem pra ir em frente.
Queria fazer um balanço desse ano, de tudo que vivenciei e de tudo que mudou pra mim. Queria, por exemplo, dizer que nesse um ano de França pude rir até a barriga doer e chorar até sentir as lágrimas acabarem. Que esquentei o coração com e-mails e ligações recebidas às vezes de surpresa, às vezes no meio da noite. Que aprendi muito sobre o amor e sobre a falta dele. Que depois de 20 dias de albergue, um banho quente no seu chuveiro faz toda a diferença. Que milhares de vezes me peguei rindo sozinha em público de algo que lembrei e só fazia sentido pra mim. Que vi e vivi a neve, o sol, a chuva, o frio e o calor de uma maneira totalmente diferente. Que andei tantos quilômetros que talvez pudesse ter voltado pra casa apé, se não fosse o oceano que nos separava. Que me apaixonei e fui correspendida, não só por um alguém, mas por tantas coisas e lugares. Podia dizer tantas coisas mais, mas esse post acabaria se tornando um livro, e isso - bom, isso é outra ideia!
Voltei com o coração cheio, mas não completo... sabem como é, sempre tem lugar pra mais alguém ou mais alguma coisa. Trouxe muita gente querida na bagagem e deixei várias promessas de reencontro (que pretendo cumprir muito em breve). Fiz amigos, fiz uma nova família e só isso já é suficiente pra saber que tudo valeu muito à pena.
Não lembro se disse isso aqui antes, mas acho que a maior lição que esse ano me deu é aquilo que aprendi sobre o conceito de lar. Lar não é a casa onde moramos, a cidade em que nascemos ou o quarto em crescemos. Lar é, na verdade, o lugar onde seu coração está. E o meu está onde estão minha família, meus amigos amados, meus costumes de vida - está aqui, bem pertinho de vocês.
O ano acabou mas os frutos que plantei nesse tempo, estão começando a amadurecer a fim de serem colhidos e eu não vejo a hora de saborear cada um deles. Não posso também deixar de agradecer a cada um de vocês que me fizeram companhia não só nesse blog, mas em todos meus passos. Todos os comentários, leituras e incentivos foram de extrema importância para mim - Obrigada.
Não quero finalizar dizendo tchau, mesmo porque o momento está muito mais para um oi. Então deixo pra vocês algo que me deram esse tempo todo: uma motivação.
"Tudo dará certo, e tudo dará certo, e todo o tipo de coisa dará certo."
Juliana de Norwich
Prometo que só basta acreditar!
Gros gros bisous,
Estelá.
Gros gros bisous,
Estelá.


